Em 2026, o employer branding deixou de ser uma “campanha bonita” para se tornar numa estratégia de gestão de talento de A a Z. Ser a empresa em que todos querem trabalhar implica alinhar o que se promete com aquilo que, de facto, se vive no dia a dia, e a formação é uma das provas mais tangíveis dessa coerência.
As pessoas procuram cada vez mais organizações que invistem genuinamente no seu desenvolvimento. Não basta dizer que “valorizamos o talento”. É preciso mostrar caminhos concretos de crescimento, desde academias de onboarding que integram cultura e negócio, a trilhos de upskilling e reskilling que preparam para os desafios futuros. Quando um candidato vê líderes formados em feedback, comunicação e liderança ética, programas de literacia digital e IA para todas as funções, ou percursos claros de progressão, percebe que ali não vai “estagnar”.
Na prática, employer branding e formação cruzam se em três principais frentes:
• Proposta de valor ao colaborador (EVP): planos de desenvolvimento personalizados, mentoring e programas de liderança que traduzem a promessa de crescimento.
• Experiência do colaborador: momentos de aprendizagem desenhados para as diferentes etapas do ciclo de vida, tais como: entrada, consolidação, transição para liderança.
• Reputação externa: histórias reais de pessoas que evoluíram através da formação, partilhadas em talks, eventos e redes sociais, reforçando a imagem de “empresa escola”.
Na Fórmula do Talento, trabalhamos a formação como peça central desta narrativa: desenhamos percursos que fortalecem competências críticas (digitais, humanas, de liderança e de cultura) e, ao mesmo tempo, alimentam um employer branding autêntico. Porque, no fim, a melhor campanha de atração de talento são as pessoas que já lá estão: preparadas, ouvidas e em permanente crescimento.
Querem ser “a empresa de eleição”? Então, comecem, sempre, pela forma como formam e desenvolvem quem já escolheu trabalhar convosco.
Carla Oliveira,
Partner e Responsável pela área de Formação